Pacto 06

- Bráulio Flores

O acordo nazi-soviético de 1939

Pacto 01

Ribbentrop assina o Acordo Nazi-Soviético

A conclusão do Tratado Germano-Soviético de não-agressão de 23 de agosto de 1939, vulgarmente conhecido como o “pacto nazi-soviético”, surpreendeu o mundo.
Ele representou a mais dramática reviravolta na história diplomática. Assim como a Europa estava prestes a ir para a guerra, esses dois estados – conhecidos por sua hostilidade mútua – prometeram neutralidade, não-agressão e consulta mútua em qualquer empreendimento político ou militar. Anexo ao tratado foi publicado um protocolo secreto que demarcava as “esferas de influência” germânico-soviéticas. Stalin assinalou o seu abandono da segurança coletiva pela dependência de neutralidade. Com efeito, a União Soviética prometeu neutralidade na guerra de Hitler com o Ocidente em troca de um compromisso alemão para ficar longe da Finlândia, Estónia, Letônia e Polônia Oriental.

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Dividindo espólios

As 03h00min em 17 de setembro de 1939, o embaixador polonês em Moscou, ficou sabendo que o governo soviético havia ordenado que o Exército Vermelho cruzasse a fronteira polonesa. A Polônia foi pega em uma armadilha terrível, em 1º de Setembro o ataque da Wehrmacht a partir do oeste, agora o Exército Vermelho avançando do leste. O comando polonês ordenou que nenhuma resistência deveria ser oferecida às tropas soviéticas. Os exércitos alemães cruzaram o rio Bug e cercaram Brest-Litovski, violando a linha de demarcação acordada pelo pacto nazi-soviético.  O coronel SM Krivoshein, comandante da 29ª Brigada de Tanques, negociou a retirada das forças alemãs a partir de Brest com o General der Panzertruppe Heinz Guderian. Na área de Lvov, as tropas alemãs e soviéticas “trocaram de posição”.

Pacto 02

As tropas soviéticas e alemãs se encontram. As 05h40min em 17 de setembro de 1939, tropas de cavalaria e tanques do Exército Vermelho cruzaram a linha da fronteira soviético-polonesa. Stalin pediu que os aviões alemães não voassem a leste da linha de Litovsk, Lvov  e Bialystok-Brest, a fim de evitar incidentes. No dia seguinte, Stalin expressou “algumas dúvidas” quanto ao fato de que o Alto Comando alemão iria honrar os acordos de Moscou e as linhas de demarcação acordada.

Pacto 03

General Heinz Guderian (centro) e Coronel Krivoshein em um desfile de despedida das tropas soviéticas e alemãs com saudações para ambas as bandeiras, marcando a devolução da fortaleza de Brest-Litovsk para os russos. O rio Bug marcou a linha de demarcação, o exército alemão teve que evacuar o território leste da fronteira que havia sido conquistado a um grande custo de sangue alemão.

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“Guerra de inverno” 1939-1940

A guerra soviético-finlandesa – a “Winter War” – foi travada entre 19 de novembro de 1939 e 13 de março de 1940, e causou danos graves à reputação do Exército Vermelho, devido ao seu fraco desempenho contra “a pequena Finlândia”. As concessões finlandesas não conseguiram satisfazer Moscou, e o Exército Vermelho lançou sua ofensiva mal preparada, em primeiro lugar em 30 de novembro. Ágeis tropas finlandesas sobre esqui, preparados para a guerra de inverno, atormentaram as mal treinadas tropas soviéticas. Os ataques da Força Aérea Vermelha foram bastante ineficazes. Em 12 de fevereiro de 1941, o Exército Vermelho lançou uma ofensiva poderosa, artilharia pesada quebrando as defesas finlandesas. Exaustos, os finlandeses procuraram por um armistício, em março. O custo da guerra ao Exército Vermelho foi de quase 400.000 homens.

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“Falsas amizaddes”: Molotov em Berlin

O Ministro dos Negócios Estrangeiros Soviético Molotov chegou a Berlim em 12 de novembro de 1940 para conversações com Hitler e Ribbentrop. O que Stalin queria era uma nova “esferas de influência” através de um novo acordo com a Alemanha, especialmente que fosse retirada a presença militar alemã da Finlândia e garantir o controle soviético sobre o Mar Negro. Hitler recusou estes pontos. Ele queria a participação soviética no Pacto Tripartite, o reconhecimento soviético da hegemonia alemã na Europa e a interrupção da expansão soviética para o sul. Tais pontos causaram grande polêmica e resultaram em total desacordo quando foram tratados assuntos referentes à Bulgária, Stalin acreditava que esse país encontrava-se na esfera soviética, Hitler desejava a “total independência” da região, outra preocupação do chefe nazista era quanto a relação de Stalin com a Turquia, devido a essas contendas as negociações entraram num impasse, quando Molotov deixou Berlim, em 14 de novembro.

Pacto 04

Molotov com Reichsmarschall Hermann Goering (esquerda). Goering tinha se gabado de que a Luftwaffe tinha destruído a Royal Air Force. Sentado em um abrigo antiaéreo durante a conferência Molotov perguntou ironicamente se as reivindicações de Goering fosse verdade, por que ele estava (Molotov] sentado em um abrigo antiaéreo e o que os bombardeiros britânicos faziam em cima dele?

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Pacto 05

Molotov começou a falar com Adolf Hitler e Ribbentrop no dia em que chegou em Berlim. Foi Ribbentrop que convidara Molotov para vir a capital do Reich. Stalin foi cauteloso, a atitude assumida por Molotov, em Berlim. Stalin queria um novo pacto nazi-soviético. Hitler e Ribbentrop rejeitaram este título definitivo e não ofereceram quaisquer concessões a Moscou.

One thought on “Uma aliança controversa: o pacto nazi-soviético na Segunda Guerra

  1. O pacto durou ate 22 de junho de 1941 , quando a Alemanha, sem previo aviso, iniciou a invasao do territorio sovietico pela Operacao Barbarossa .

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